Diante de tanta instabilidade política e econômica, a população vê com descrédito as medidas usadas pelo governo para estancar o rombo em suas contas. Também não é novidade que diante da crise, o governo iria mexer nos impostos como opção de levantar dinheiro para dar conta de manter o país nos eixos e não piorar a situação. Contudo, os problemas cada vez se agravam mais. Também para os empresários e players dos setores produtivos, já que o aumento dos impostos não foi pequeno.

Os empresários de todo o Brasil estão, de fato assustados. É o que dizem as entidades que representam a classe diante de tantos aumentos de impostos. Primeiramente, os combustíveis – que todos os dias mudam de preço e atingiram valores recordes entre julho e agosto deste ano. Outros impostos que estão diretamente ligados às atividades das empresas também estão na mira do governo e a previsão não é otimista.

aumento dos impostos

Aumento dos impostos X Reformas previdenciária e tributária

Segundo muitas destas entidades representantes dos segmentos empresariais, ao invés do governo investir reformas aguardadas para tirar o país da crise – como a reforma tributária, por exemplo – faz com que os brasileiros, e em especial, as empresas, arquem com a conta.

Entidades se posicionam contra o aumento de impostos

Veja algumas declarações da Fiesp, Firjan e CNDL:

Fiesp

“O que é isso ministro? Mais imposto? Há apenas 3 meses, cobramos publicamente o ministro da Fazenda sobre suas declarações de que pretendia aumentar impostos. Fomos ouvidos. Nesta semana, ficamos indignados com o anúncio da alta de impostos sobre os combustíveis. Ministro, aumentar imposto não vai resolver a crise; pelo contrário, irá agravá-la bem no momento em que a atividade econômica já dá sinais de retomada, com impactos positivos na arrecadação em junho. Todos sabem que o caminho correto é cortar gastos, aumentar a eficiência e reduzir o desperdício.

A FIESP mantém sua coerência. Desde 2015 empreendemos forte campanha contra o aumento de impostos, que obteve amplo respaldo popular, com 1,2 milhão de assinaturas. Conseguimos evitar a recriação da CPMF e outras tentativas de aumento de impostos. Mantemos nossas bandeiras e convicções, independentemente de governos. Somos contra o aumento de impostos porque acreditamos que isso é prejudicial para o conjunto da sociedade. Não cansaremos de repetir: Chega de Pagar o Pato. Diga não ao aumento de impostos! Ontem, hoje e sempre.”

Firjan

“O Sistema FIRJAN reforça sua posição de que a saída para a crise fiscal não passa por mais aumento de impostos, mas na adequação dos gastos públicos ao novo cenário econômico e na urgência da aprovação da reforma da previdência.

O País precisa de reformas, e não de mais impostos. Além de um teto para os gastos, o Brasil necessita de um teto para os impostos. Essa é a proposta do Sistema FIRJAN.

Não é o momento de onerar o custo do transporte e da produção para as indústrias, que tentam sobreviver à pior recessão da história. No Brasil e no Estado do Rio será registrado, em 2017, um novo recorde de fechamento de empresas.

No primeiro semestre foram fechadas 8.151 empresas no Estado do Rio, quase 40% acima do registrado no mesmo período em 2016. Na prática, isso significa que novos aumentos de impostos podem resultar em queda, e não em aumento da arrecadação, simplesmente porque o próprio fisco está expulsando os contribuintes da base de arrecadação tributária.”

CNDL

“A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) defende que a maneira mais eficaz, justa e equitativa para se aumentar a arrecadação é estimular o crescimento econômico. Basta verificar que neste primeiro semestre de 2017 já houve um aumento da arrecadação em decorrência, exclusiva, do aquecimento da economia, ainda que inicial.

Qualquer tipo de medida que traga aumento de impostos acaba concentrando, ainda mais, a arrecadação tributária nas mãos de poucos em detrimento de uma distribuição mais equitativa da carga tributária.

A CNDL é a favor de uma reforma tributária ampla que corrija distorções e que permita o crescimento do setor produtivo para a geração de mais empregos e mais renda. A arrecadação tributária pode ser aumentada com o crescimento econômico, sem a necessidade de criação de impostos e aumento de alíquotas que penalizem setores específicos.

Quando se criam taxas, impostos em cima do setor de combustíveis, isso afeta o custo dos combustíveis, o transporte de matérias-primas, de produtos industrializados, o que acaba recaindo sobre o consumidor final. Hoje, a carga tributária é muito concentrada em setores distintos.”

Como fica o Imposto de Renda?

A bola da vez para o presidente Temer e governo, é aumentar a alíquota do Imposto de Renda (IR). Em 08/08, o presidente fez um pronunciamento alegando que há estudos que apoiam esta decisão. A intenção, obviamente, é aumentar a arrecadação – até junho, o déficit das contas do governo era de R$ 56,092 bilhões. Este foi outro susto que os empresários, e brasileiros em geral, tomaram neste início de agosto. No mesmo dia, no entanto, Temer voltou atrás e disse que a decisão precisa ser repensada, mas deixando no ar que mexer no Imposto de Renda é uma possibilidade bastante forte.

Veja também: Reforma trabalhista! O que muda?

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