Terceiro setor – Como a contabilidade pode otimizar novos projetos e negócios

O Terceiro Setor está cada vez mais em destaque no mercado e vem alcançando grandes resultados, mesmo em um contexto de crise e instabilidade política. As chamadas entidades privadas sem fins lucrativos, que compõem este segmento possuem grande relevância social e há tempos vêm empregando gestão de alta performance para desenvolver produtos, serviços e projetos de interesse público. E a contabilidade pode ser um recurso importante para trazer à luz novas oportunidades. Veja a seguir algumas destas possíveis contribuições!

Terceiro Setor

O Terceiro Setor – O que é?

Para se ter uma ideia, a sociedade civil brasileira está organizada juridicamente em três setores:

  • Primeiro Setor – Refere-se à Administração Pública, e está ligado a questões públicas de interesse coletivo e social;
  • Segundo Setor – São as empresas privadas, ligadas a questões de interesse individual e com finalidade lucrativa;
  • Terceiro Setor – Constituído por entidades privadas, que se preocupam com as questões de interesse público, sem fins lucrativos.

O Terceiro Setor vem se destacando em desenvolvimento, resultados e vem abrindo novas fronteiras. As instituições sem fins lucrativos produzem e comercializam bens e serviços, com foco em interesses sociais, mas não são governamentais e nem visam lucro. Atingem uma importante demanda, muitas vezes negligenciada pelos outros setores: o bem-estar social. São entidades que atuam em muitos segmentos através de atividades filantrópicas, como os produtos e serviços com foco na melhoria na qualidade de vida, no atendimento médico, nos projetos culturais e educativos, na inclusão social ou digital, etc.

Segundo a NBC – Normas Brasileiras de Contabilidade, “as entidades sem fins lucrativos têm como objetivo principal garantir os direitos sociais básicos e combater a exclusão social, buscando uma sociedade mais justa e equilibrada”. São fundações, ONG’s, instituições de assistência social, sociedades beneficentes, igrejas, clubes, partidos políticos, conselhos de classe, etc., que se formam para alcançar interesses comuns. Este segmento é mantido com as iniciativas privadas, doações e até mesmo repasses de verbas públicas.

Desenvolver projetos inovadores e que atendem demandas relevantes da sociedade ajuda a impulsionar a economia, gerando empregos, desenvolvendo novos produtos e serviços e dialogando com outros setores. O Terceiro Setor tem também uma forma específica de gestão, por mais que utilize mecanismos que quaisquer outros tipos de empresas.

A gestão no Terceiro Setor deve ter foco tanto nos bons resultados (mesmo não visando lucros) e na transparência, uma vez que recebe apoio de investidores, filantropos, entre outros interessados, e faz parcerias com diferentes tipos de empresas. Estar quites com o governo é essencial para manter a sua credibilidade e alcançar novos investimentos.

Contabilidade e Terceiro Setor

O Terceiro Setor não tem fins lucrativos, mas as entidades precisam ser assertivas e de alta performance para se manterem sustentáveis, como em qualquer negócio. Possuem obrigações fiscais e tributárias específicas. E assim como qualquer empresa, possui a necessidade de ter um apoio contábil que a ajude a garantir a transparência de suas contas, a cumprir com suas obrigações e a direcionar para oportunidades de mercado que façam sentido para a organização.  

A Contabilidade pode contribuir amplamente com empresas do Terceiro Setor. Veja alguns benefícios possíveis:

  • Otimizar o enquadramento fiscal e jurídico.
  • Fazer o gerenciamento de demonstrativos contábeis em diferentes fases do ano e da própria entidade do Terceiro Setor, contribuindo para a sua transparência.
  • Como as entidades do Terceiro Setor podem desenvolver produtos e serviços, mas o lucro e o superávit devem ser revertidos para a manutenção da instituição, o escritório contábil pode auxiliar na demonstração do trabalho, apresentando a destinação dos recursos arrecadados.
  • Contribuir para a imagem positiva da empresa.
  • Auxiliar no entendimento dos benefícios e vantagens garantidas às entidades deste segmento, com foco nas oportunidades de crescimento e sustentabilidade da empresa.
  • Auxiliar nas demandas legais e trabalhistas referentes aos profissionais contratados e atuantes. Por exemplo, estas instituições estão sujeitas a apenas 1% de recolhimento do PIS sobre a folha de salários, são isentas de recolhimento da COFINS e a Lei 9.532/1997 garantiu a imunidade de IRPJ para as entidades sociais e educativas.
  • Garantir que estas entidades sigam os princípios da Lei 6.404/1976, referente aos Terceiro Setor.

Clareza e precisão na demonstração das atividades operacionais das entidades do Terceiro Setor é o objetivo central da Contabilidade aplicada ao segmento. Organização e transparência das informações trazem junto aos voluntários, doadores, parceiros e o governo a credibilidade, que é a essência dessas organizações.

VEJA TAMBÉM:Bloco K do SPED Fiscal – Prazo em janeiro de 2019 – Como fazer?

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O que as multinacionais brasileiras podem esperar de 2019?

Os últimos anos não foram tão gratificantes para as multinacionais brasileiras ou que atuam no Brasil. As multinacionais brasileiras seguem o mesmo fluxos de outras empresas nativas, que se limitaram em 2017 e 2018 com a instabilidade política, mudanças normativas (como é o caso da Nova CLT), da falta de reformas e iniciativas públicas e com um cenário com 12,5 milhões de desempregados. Mas 2019, segundo os especialistas, deve ser de boas expectativas e de adaptações com cautela. Veja a seguir uma análise deste contexto!

Falta de reformas e instabilidade política

O mercado global não está em sua melhor fase, e o nacional segue o mesmo direcionamento. Com a instabilidade político-econômica dos dois últimos anos, o Brasil caiu em posições de países promissores para se investir entre as multinacionais estrangeiras. Por outro lado, a remessa de lucro e dividendos destas empresas com atuação no país cresceu 34% em quatro anos (dados de 2017/2018 – conforme divulgado pela Folha de São Paulo.

multinacionais brasileiras

Ainda assim foi abaixo da previsão, prova de que as multinacionais estrangeiras esperam as mudanças políticas e econômicas ocorridas no país para retomar seus investimentos em 2019. A falta de reformas políticas é apontada pelos especialistas como um dos principais entraves do crescimento de investimentos externos, bem como do desenvolvimento de multinacionais brasileiras ou empresas rumo à internacionalização. A falta de políticas públicas que estimulem o mercado nacional é outro ponto de preocupação entre as multinacionais nativas.

O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018 foi de 1,1%, segundo IBGE. O que mostrou que a recuperação continua lenta e provavelmente seguirá essa tendência em 2019, apesar do otimismo de muitas multinacionais brasileiras.

Esse resultado aponta como sendo a pior década da história em termos de crescimento econômico. Até 2020, o PIB apresenta a década com expansão anual inferior a 1% ao ano, abaixo das médias das piores crises, equiparadas aos anos 1980 e na Grande Depressão da década de 1930. O endividamento do governo, empresas e famílias durante a recessão faz com que a recuperação seja lenta, o que impacta no mercado como um todo e no crescimento das empresas multinacionais brasileiras.

Previsão de crescimento em 2019

Apesar do crescimento muito abaixo da média, a previsão para o crescimento das multinacionais brasileiras em 2019 é positiva, considerando as dificuldades. A palavra-chave nesta equação é buscar oportunidades justamente nestas dificuldades. Não é possível prostrar-se diante de números tão assustadores. Aguardar as mudanças e reformas que prometem ocorrer neste e nos próximos anos, ter resiliências e adaptação, buscar inovação e modelos de gestão mais eficazes são algumas alternativas.

A contabilidade para multinacionais, por exemplo, é uma parceira importante nesta busca por novos territórios, dentro e fora do Brasil, podendo oferecer informações sobre o negócio e mesmo sobre as legislações e enquadramentos que sejam mais adequados à corporação. O conhecimento especializado, neste caso, em Contabilidade, é a mola propulsora para o crescimento do negócio.

Se de um lado, as multinacionais brasileiras buscam expandir-se dentro e fora do país, focando na geração de novas oportunidades diante da crise, a lição de casa do governo é oferecer mais estabilidade e confiança ao mercado, com reformas cautelosas, mas eficazes, políticas públicas inteligentes que aqueçam o mercado, sem retirar direitos adquiridos.

VEJA TAMBÉM:Bloco K do SPED Fiscal – Prazo em janeiro de 2019 – Como fazer?

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Inteligência Artificial projeta novos rumos para a Contabilidade

Qual será o futuro da Contabilidade? Esta é uma questão muito comum entre os profissionais deste segmento. Mas deve ser também de gestores e empresários, que buscam atualizar e desenvolver estratégias para este setor em suas empresas ou simplesmente para daqueles que querem ter negócios lucrativos e sustentáveis acima de tudo. De antemão, podemos dizer que a Inteligência Artificial veio para revolucionar todos os segmentos produtivos e áreas do conhecimento, inclusive a Contabilidade.

Inteligência artificial na Contabilidade

A Inteligência Artificial não é uma novidade necessariamente, mas é uma tecnologia que deve se expandir muito na próxima década. E esta expansão se deve a uma aceleração do mercado, à propagação da transformação digital nas empresas e na vida das pessoas e na busca de prever, induzir ou automatizar tarefas.

Inteligência Artificial

Na Contabilidade, mais especificamente na Contabilidade Digital, a Inteligência Artificial vem trazendo benefícios como a redução de custo operacional, melhoria na eficiência, explorando novos produtos e serviços contábeis (como plataformas interativas e assistentes virtuais com habilidades contábeis, por exemplo), apontando caminhos e oportunidades para diferentes tipos de negócios, automação de processos e otimização de preços para corporações, integração de rotinas e processos, mensuração de resultados para a melhor tomada de decisão, entre outras demandas.

Os recursos de Inteligência Artificial aplicados à Contabilidade abrem uma nova fronteira para esta área de conhecimento. A máquina, cada vez mais inteligente, com o poder de aprender, raciocinar, perceber, deliberar e decidir de forma racional, otimizam uma rotina cada vez mais dinâmica, cujo fluxo de informações é a cada dia muito mais intenso. Isso permite o desenvolvimento de soluções contábeis muito mais dinâmicas e a tomada de decisão por parte dos gestores, com resultados mais apurados. Os seus benefícios para as estratégias corporativas são imensuráveis.

Inteligência Artificial aplicada ao desenvolvimento da rotina contábil

Aplicações inteligentes já estão no mercado com a proposta inicial de otimizar as seguintes rotinas contábeis:

  • Calcular tributos de diferentes tipos.
  • Otimizar o planejamento fiscal e tributário.
  • Realizar classificação fiscal de documentos.
  • Facilitar o atendimento inicial do cliente, bem como promover a expansão dos conhecimentos em contabilidade, com soluções de assistência virtual.
  • Análise de comportamento dos indicadores de resultado.
  • Identificação de pontos de auditoria.
  • Fornecer informações estratégias ao cliente para a sua tomada de decisão.
  • Integrar informações e a intercomunicação entre empresas, Estado e profissionais envolvidos na rotina contábil em tempo real, apontando especificidades.
  • Enriquecer serviços de consultoria.
  • Otimizar a alocação de recursos das empresas.
  • Detectar riscos e ameaças.
  • Automatizar os processos internos das consultorias contábeis.
  • Automatizar o relacionamento com clientes.
  • Detectar preventivamente riscos tributários e trabalhistas.
  • Destacar oportunidades de negócio.
  • Entre outras habilidades.

O contador ainda é um profissional de ponta e a Inteligência Artificial veio para contribuir com o seu trabalho e ampliar as suas condições de dar o suporte e a consultoria que seus clientes precisam. É um caminho sem volta, mas com muitas vantagens e um horizonte cheio de oportunidades, para contabilistas e seus clientes.

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Desafios para a Indústria Brasileira em 2019

Ainda o cenário é incerto. A Indústria Brasileira não teve um crescimento favorável nos anos anteriores, mas aguarda com boas expectativas as novas medidas econômicas para prever as próximas estratégias. As perspectivas são positivas, mas o segmento deve se manter em cautela.

Perspectivas para a indústria brasileira em 2019

Para se ter uma ideia, em 2017, a indústria cresceu apenas 1% e em 2018 o crescimento foi de apenas 1,7%. Mas a previsão da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para 2019 é otimista: é esperado que o setor cresça 3% neste ano. O principal argumento para esta previsão é que a Indústria cresceu mais que o Produto Interno Bruto (PIB) do país, e segundo o Banco Central, há uma previsão de crescimento do PIB de 2,5% em 2019.

Indústria

Mas as perspectivas são cautelosas, uma vez que nos últimos anos o Brasil vem enfrentado um momento de instabilidade política e econômica e ainda a sociedade aguarda uma definição de reformas e mudanças por parte do Estado – como é o caso da Reforma Fiscal e Tributária, da Reforma da Previdência, entre outras ações. Há ainda a previsão de crescimento na geração de renda, emprego e consumo.

Nos últimos anos, muitos eventos desestabilizaram a economia brasileira, prejudicando a Indústria significativamente. Com uma média de 12,5 milhões de desempregados, endividamento das famílias, empresas e do governo, da falta de definição das mudanças concretas e da falta de políticas públicas específicas ao crescimento da Indústria, muitos serão os desafios a serem enfrentados.

Investimentos e Consumo

A resposta frente a estes desafios por parte da Indústria Brasileira é aumentar os investimentos, adaptar-se ao cenário e à transformação digital – um fenômeno que deve ser compreendido por todos os tipos de empresa – e investir em inovação e diferenciais que apontem novas oportunidades.

A Indústria deve contar ainda com uma previsão de aumento dos investimentos: espera-se que eles subam 6,5% em 2019. Outro fator é o aumento do consumo das famílias, que também vai impulsionar a alavancada na economia brasileira. Esta previsão é do CNI – Confederação Nacional da Indústria. A previsão aponta para um aumento de 2,9% no consumo e para a queda da taxa de desemprego, que vai cair para 11,4%.

Crescimento dos setores

Os setores diretamente ligados ao consumo das famílias devem ter um aumento inicial maior que os demais. Com destaque, segundo o CNI, estão os setores de alimentos, máquinas, automotivos, têxtil, construção civil, entre outros. Outro destaque está na Indústria Eletroeletrônica, com projeção de aumento de vendas ainda do primeiro semestre de 2019. Contudo, todos os segmentos industriais possuem boas perspectivas de crescimento em 2019, contando com as promessas de mudanças políticas.

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