Seguro desemprego – Governo pode recuar mudanças

O governo federal pode ceder às centrais sindicais e já admite em privado que pode rever parte das mudanças nas regras do seguro-desemprego que endurecem o acesso ao benefício.  As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

A equipe econômica de Dilma Rousseff chegou à conclusão de que, se não tiver alterações no documento, a medida provisória que restringe o benefício pode não ser aprovada no Congresso Nacional.

Segundo reportagem do jornal, assessores da presidência afirmaram que, diante da reação contrária de lideranças sindicais, a estratégia era fazer concessões durante a fase de tramitação da proposta no Legislativo.

A medida acontece após declarações do atual ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que, durante reunião em Davos, na Suíça, chamou o modelo do seguro-desemprego de “ultrapassado”. A frase irritou sindicalistas e foi classificada como infeliz pelo governo.

Pelas novas regras definidas pela equipe econômica, a carência para adquirir o seguro-desemprego subiria de 6 para 18 meses nos últimos 24 meses trabalhados na primeira solicitação do benefício. No segundo pedido, o prazo passou de 6 para 12 meses nos últimos 16 meses trabalhados. Na terceira, foi mantida a carência de seis meses.

O governo também propôs mudanças no abono salarial, no seguro-defeso (pago a pescadores no período de proibição da pesca) e na pensão pós-morte.

O pacote de mudanças em benefícios trabalhistas e previdenciários visa economizar R$ 18 bilhões neste ano para reequilibrar as contas públicas.

(Informações da Folha de S.Paulo)

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Novos valores para o Seguro Desemprego em 2015 – Saiba como calcular o seu!

12Divulgado pelo Ministério do Trabalho (MTE) a nova tabela do seguro-desemprego tendo como base o novo salário mínimo no valor de R$ 788,00.

O valor máximo da parcela do benefício será de R$ 1.385,91. Já a parcela mínima não poderá ser inferior ao valor do Salário Mínimo atual R$ 788,00.

O calculo para a Media Salarial tem como base os últimos 3 meses antes da dispensa, aplicando a formula abaixo.

Faixas de salário médioValor da parcela
Até R$ 1.222,77Multiplica-se o salário médio 0.8, referente a 80% (R$ 1.227,77 x 0,8), o que dará parcelas de R$ 978,22.
De R$ 1.222,78 até R$ 2.038,15O que exceder a R$ 1.222,77 multiplica-se por 0,5, referente a 50%, e soma-se a R$ 978,22.Por exemplo, um salário médio de R$ 2.000,00, resultará em parcelas de R$ 1.366,84, obtido da seguinte forma:{[(R$ 2.000,00 – R$ 1.222,77) x 0,5] + R$ 978,22}.
Acima de R$ 2.038,15O valor das parcelas será de R$ 1.385,91, invariavelmente.{[(R$ 2.038,15 – R$ 1.222,77) x 0,5] + R$ 978,22}

As mudanças já estão em vigor.