
Simples Nacional na Reforma Tributária: Vale a Pena Continuar?
Se você é empresário no Brasil, provavelmente já ouviu falar (ou está) no Simples Nacional. Criado em 2006 e reformulado em 2018, esse regime tributário unificou até 8 impostos em uma única guia mensal chamada DAS. Para muitas empresas, especialmente nos primeiros anos de operação, essa simplificação foi revolucionária. Mas será que o Simples continua simples quando sua empresa cresce?
Como Funciona o Simples Nacional Hoje
O Regime Que Simplificou a Vida de Milhões de Empresas
Criado em 2006 e reformulado em 2018, o Simples Nacional unificou até 8 impostos em uma única guia mensal chamada DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional). Para muitas empresas, especialmente nos primeiros anos de operação, essa simplificação foi revolucionária.
Mas será que o Simples continua simples quando sua empresa cresce?
Como Funciona o Cálculo do DAS
O Simples Nacional funciona com faixas progressivas de faturamento divididas em 5 Anexos, cada um para um tipo de atividade:
- Anexo I: Comércio: Alíquotas de 4% a 19%
- Anexo II: Indústria: Alíquotas de 4,5% a 30%
- Anexo III: Serviços: Alíquotas de 6% a 33%
- Anexo IV: Serviços com folha ≥ 28%: Alíquotas de 4,5% a 33%
- Anexo V: Serviços específicos: Alíquotas de 15,5% a 30,5%
O cálculo considera o faturamento dos últimos 12 meses (RBT12). Quanto mais você fatura, maior a alíquota. E aqui está o primeiro problema: a progressividade é agressiva. Uma empresa de e-commerce no Anexo I que sai de R$ 3,6M para R$ 4,8M/ano pode ver sua alíquota efetiva saltar de 11% para 14,3%.
Nota Para empresas próximas ao limite de R$ 4,8M/ano, cada real adicional de faturamento significa pagar mais proporcionalmente em impostos. É como subir uma escada onde os degraus ficam cada vez mais altos.
As Vantagens Que Todo Mundo Conhece
Por que o Simples Nacional é tão popular? As razões são claras:
- Unificação de impostos: Oito obrigações viram uma. Menos burocracia, menos chance de erro.
- Alíquotas baixas (no início): Empresas faturando até R$ 180 mil/ano pagam alíquotas mínimas (4% no comércio, 6% em serviços).
- Menos obrigações acessórias: Sem SPED Fiscal, sem EFD-Contribuições, sem ECD (para a maioria). Apenas a DEFIS anual.
- Simplificação trabalhista: Alíquota de INSS patronal reduzida (já incluída no DAS).
- Acesso a licitações: Tratamento diferenciado em compras públicas com margens de preferência.
Para uma empresa com faturamento baixo, operação simples e poucos fornecedores, o Simples é imbatível. O problema surge quando essas condições mudam.
Quando o "Simples" Deixa de Ser Simples
Conforme sua empresa cresce, três sinais indicam que o Simples pode estar custando mais do que deveria:
- Sinal 1: Faturamento se aproximando de R$ 4,8M/ano: Se você está na faixa de R$ 3,6M a R$ 4,8M, sua alíquota efetiva já está entre 12% e 15%. Nesse patamar, regimes como Lucro Presumido ou Lucro Real começam a ser competitivos — especialmente se você tem muitos custos dedutíveis.
- Sinal 2: Carga tributária desproporcional ao lucro: O Simples Nacional tributa sobre o faturamento bruto, não sobre o lucro. Se sua margem líquida é baixa (15-20%), você pode estar pagando impostos que consomem 60-80% do seu lucro real. Em alguns casos, você paga mais imposto do que lucra.
- Sinal 3: Impossibilidade de aproveitar créditos: No Simples, você não gera créditos fiscais de PIS, COFINS, ICMS ou IPI para seus clientes. Se você vende para outras empresas (B2B), especialmente indústrias no Lucro Real, sua mercadoria fica mais cara porque o cliente não pode abater impostos. Isso pode fazer você perder competitividade.
E Agora Vem a Reforma Tributária A partir de 2026, as regras do jogo vão mudar completamente Se você já sentia que o Simples estava apertado, prepare-se: a partir de 2026, as regras do jogo vão mudar completamente. A Reforma Tributária vai substituir PIS, COFINS, ICMS, IPI e ISS por apenas dois impostos: CBS (federal) e IBS (estadual/municipal). E o Simples Nacional? Vai continuar existindo, mas com uma diferença crucial: as alíquotas vão aumentar para incorporar CBS e IBS. Dependendo do seu Anexo e faixa de faturamento, o acréscimo pode chegar a 20-35% sobre o valor do DAS.
Para empresas como a sua, que já estão no limite, isso significa uma escolha: absorver o aumento e ver sua margem derreter — ou migrar para um regime que permita aproveitar os créditos integrais de CBS e IBS.
E é exatamente sobre isso que vamos falar nos próximos capítulos.
A Reforma Tributária (CBS e IBS)
A Maior Mudança Tributária em 50 Anos
Em dezembro de 2023, o Congresso Nacional aprovou a Emenda Constitucional 132/2023 — a chamada Reforma Tributária. O objetivo? Simplificar o sistema tributário brasileiro, reduzir a burocracia e eliminar a "guerra fiscal" entre estados. No papel, faz todo o sentido. Mas na prática, para quem está no Simples Nacional, isso significa uma mudança profunda na forma como você vai pagar impostos.
E a mudança não é opcional. Ela já começou.
O Que Muda: De 5 Impostos Para 2
Hoje, empresas no Brasil convivem com uma sopa de letrinhas tributária:
- PIS e COFINS (federais): 9,25% ou 3,65% dependendo do regime
- ICMS (estadual): Varia de 7% a 20% conforme estado e produto
- ISS (municipal): 2% a 5% sobre serviços
- IPI (federal, indústria): 0% a 30% conforme produto
Cada um com suas regras, alíquotas, exceções, isenções e obrigações acessórias. Um pesadelo administrativo.
A Reforma Tributária vai eliminar esses 5 impostos e criar apenas 2:
Antes da Reforma vs Depois da Reforma
Antes da Reforma
- PIS (federal)
- COFINS (federal)
- IPI (federal)
- ICMS (estadual)
- ISS (municipal)
Depois da Reforma
- CBS - Contribuição sobre Bens e Serviços (federal)
- IBS - Imposto sobre Bens e Serviços (estadual/municipal)
- Alíquota única
- Não-cumulativo (com créditos)
Nota CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): Substitui PIS, COFINS e IPI (federal). IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): Substitui ICMS e ISS (estadual/municipal).
A Linha do Tempo: 2026-2033
A reforma não acontece de uma vez. O governo criou um período de transição de 7 anos para empresas e estados se adaptarem:
- 2026 — CBS em teste: 0,9% (convive com PIS/COFINS)
- 2027 — CBS entra para valer: 8,4% (PIS/COFINS zerados)
- 2029 — IBS começa gradual: ICMS e ISS caem 10% ao ano
- 2033 — Transição completa para alíquota integral estimada (26-28%)
Até 2033, estimativas técnicas apontam que a alíquota combinada CBS + IBS ficará entre 26% e 28% (valor exato ainda será definido por lei complementar). Mas atenção: esse valor não é fixo para todo mundo. Existem exceções (alimentos básicos, remédios, transporte) e regimes diferenciados.
IMPORTANTE O ponto crítico é 2027. É quando a CBS entra em vigor de verdade (8,4%) e o Simples Nacional precisa incorporar esse novo imposto no DAS.
Como Funciona o Sistema Não-Cumulativo
A grande novidade da reforma é o sistema não-cumulativo. Isso significa que você só paga imposto sobre o valor agregado, não sobre tudo que você vende.
Exemplo prático: Você compra mercadoria por R$ 100. Seu fornecedor já pagou CBS + IBS (estimativa: 26-28%). Você revende por R$ 150. Quanto você paga? Apenas sobre os R$ 50 de valor agregado, aplicando-se a alíquota correspondente ao seu segmento.
Mas você tem direito a crédito dos R$ 26,10 que seu fornecedor pagou. Então, na prática: Imposto a pagar: R$ 13,05. Crédito a abater: R$ 26,10. Resultado: você não paga nada, e ainda fica com R$ 13,05 de crédito para compensar nas próximas vendas.
A Diferença do Simples Nacional Empresas no Simples NÃO terão direito a esses créditos Essa é a diferença crucial: empresas no Lucro Real vão poder compensar os impostos que seus fornecedores já pagaram. Empresas no Simples Nacional não. Você vai pagar DAS sobre tudo — sem abatimento. E com as alíquotas de CBS e IBS incorporadas, o DAS vai ficar 20-35% mais caro.
Impacto no Simples Nacional
O Simples Nacional vai continuar existindo após a reforma, mas as alíquotas serão ajustadas para refletir CBS e IBS. O Comitê Gestor do Simples Nacional está finalizando as novas tabelas, mas estimativas técnicas indicam aumento médio de:
- Comércio (Anexo I): +20% a +23% no DAS
- Indústria (Anexo II): +28% a +30% no DAS
- Serviços (Anexos III, IV, V): +22% a +25% no DAS
Traduzindo: uma empresa que hoje paga R$ 50.000/mês de DAS pode passar a pagar R$ 60.000 a R$ 65.000/mês em 2033. Sem ter direito a créditos para compensar.
No próximo capítulo, vamos simular cenário por cenário, Anexo por Anexo, e mostrar exatamente quanto o seu DAS vai aumentar. E, mais importante: o que você pode fazer a respeito.
Quanto o Simples Vai Aumentar? (Simulações por Anexo)
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Quanto o Simples Nacional Vai Aumentar?
⚠️ Aviso Importante sobre Simulações As projeções apresentadas são estimativas técnicas baseadas em análises da Receita Federal e especialistas tributários. As alíquotas finais do Simples Nacional pós-reforma ainda serão definidas pelo Comitê Gestor do Simples Nacional através de Resolução específica.
Agora vamos aos números estimados. Se você está no Simples Nacional e não fizer nada, quanto a mais você pode pagar até 2033?
Simulação Por Anexo: 2025 vs 2033
Preparamos uma tabela com o aumento esperado em cada faixa, considerando a incorporação gradual de CBS e IBS no DAS:
Impacto da Reforma por Anexo do Simples Nacional
- Anexo I - Comércio: Faixa típica 7,3-11,6%. Aumento esperado: +1,8 a 3,2 pontos percentuais (2033). Setores: Varejo, e-commerce, distribuidoras. Impacto médio: +25% na carga tributária.
- Anexo II - Indústria: Faixa típica 7,3-12,6%. Aumento esperado: +2,0 a 3,5 pontos percentuais (2033). Setores: Manufatura, embalagens, alimentos. Impacto médio: +27% na carga tributária.
- Anexo III - Serviços (Fator r >28%): Faixa típica 6,0-17,4%. Aumento esperado: +1,5 a 4,2 pontos percentuais (2033). Setores: Consultorias, agências, TI. Impacto médio: +22% na carga tributária.
- Anexo IV - Serviços de Limpeza, Vigilância: Faixa típica 4,5-16,8%. Aumento esperado: +1,2 a 4,0 pontos percentuais (2033). Setores: Facility, terceirização. Impacto médio: +20% na carga tributária.
- Anexo V - Serviços (Fator r <28%): Faixa típica 15,5-19,2%. Aumento esperado: +3,8 a 5,6 pontos percentuais (2033). Setores: Advocacia, contabilidade. Impacto médio: +30% na carga tributária. MAIS IMPACTADO.
Caso Real: Maria e Seu E-commerce
Destaque Maria tem um e-commerce de moda feminina. Faturamento anual: R$ 4,2M (R$ 350k/mês). Anexo I, faixa 13,55%. Margem líquida: 18%.
Situação atual (2025): DAS mensal: R$ 47.425 (13,55% × R$ 350k). DAS anual: R$ 569.100.
Projeção 2033 (com reforma completa): DAS mensal: R$ 58.275 (16,65% × R$ 350k). DAS anual: R$ 699.300. Aumento anual: R$ 130.200 (+22,8%).
Impacto no Lucro Líquido Com margem de 18%, Maria lucra R$ 756k/ano hoje. O aumento de R$ 130k reduz sua margem para 14,9% — perda de 17% no lucro líquido sem fazer nenhuma mudança.
Traduzindo: Maria vai pagar o equivalente a contratar 2 funcionários CLT só para cobrir o aumento de impostos. E isso não gera um centavo a mais de receita.
Setores Mais Impactados
Perfis de empresas que sofrerão mais
- 🔴 Faturamento próximo a R$ 4,8M/ano: Faixas finais dos Anexos = alíquotas já altas (15-19%). Aumento de CBS/IBS eleva para 18-24%, tornando insustentável.
- 🔴 Margem líquida abaixo de 20%: Cada ponto percentual a mais no DAS consome 5-7% do lucro líquido. Empresas com margem apertada podem virar prejuízo.
- 🔴 Alto volume de compras tributadas: Comércio e indústria que compram R$ 50k+/mês já pagam CBS/IBS embutido nos fornecedores. No Simples, não podem abater. No Lucro Real, sim.
A Pergunta Que Fica
Se o aumento é inevitável para quem fica no Simples, existe uma alternativa?
Sim. E ela se chama Lucro Real com aproveitamento de créditos CBS/IBS.
No próximo capítulo, vamos explicar exatamente como isso funciona — e mostrar por que empresas como a de Maria podem economizar R$ 150-250 mil/ano migrando agora, antes da reforma entrar em vigor.
Lucro Real como Alternativa
O Regime Que Vira o Jogo (Sem Jargão Técnico)
Você acabou de ver que o Simples Nacional vai ficar 20-30% mais caro até 2033. E agora? Absorver o aumento e ver sua margem derreter — ou mudar de regime?
A boa notícia: existe uma alternativa. E ela não é tão complicada quanto parece.
O Lucro Real é um regime tributário onde você paga impostos sobre o lucro líquido (receitas menos despesas), não sobre o faturamento bruto. E tem mais: você pode abater créditos de impostos que já pagou nas compras.
Traduzindo: em vez de pagar imposto sobre R$ 4,2 milhões de faturamento (como Maria), você paga sobre os R$ 756 mil de lucro real. E ainda desconta o que já pagou aos fornecedores.
Como Funcionam os Créditos (A Mágica do Não-Cumulativo)
No Simples Nacional, você paga DAS sobre tudo que vende. Seus fornecedores também pagam impostos quando vendem para você. Resultado: dupla tributação invisível.
No Lucro Real, funciona diferente. O sistema é não-cumulativo: você só paga a diferença entre o que vendeu e o que comprou.
📊 Exemplo Prático: Maria no Lucro Real Operação mensal:
- Vendas: R$ 350.000
- Compras de mercadoria: R$ 200.000 Cálculo de impostos: PIS/COFINS (9,25%):
- Débito (vendas): R$ 32.375
- Crédito (compras): R$ 18.500
- A pagar: R$ 13.875 ICMS (18%):
- Débito (vendas): R$ 63.000
- Crédito (compras): R$ 36.000
- A pagar: R$ 27.000 IRPJ + CSLL (24%):
- Base: Lucro presumido R$ 28.000
- A pagar: R$ 6.720 📌 Total: R$ 47.595/mês (13,6% do faturamento) Simulação simplificada para fins didáticos. Cálculo real pode variar conforme particularidades da empresa.
Simples Nacional 2025 vs Lucro Real 2025
Simples Nacional 2025
- DAS: R$ 47.425/mês
- Alíquota efetiva: 13,55%
- Créditos tributários: ❌ Zero
Lucro Real 2025
- Impostos: R$ 47.595/mês
- Alíquota efetiva: 13,6%
- Créditos PIS/COFINS e ICMS: ✅ Sim
⚖️ Comparação 2025 Diferença: Praticamente empate hoje. Mas aguarde... veja o que acontece após a reforma tributária em 2033 👇
Lucro Real Pós-Reforma: A Vantagem Dobra
A partir de 2033, quando CBS e IBS estiverem em vigor:
Simples Nacional 2033 vs Lucro Real 2033
Simples Nacional 2033
- DAS mensal: R$ 58.275
- Alíquota efetiva: 16,65%
- Créditos tributários: ❌ Zero
- Margem líquida: 14,9%
Lucro Real 2033
- Impostos mensais: R$ 45.870
- Alíquota efetiva: 13,1%
- Créditos CBS/IBS: ✅ R$ 52.200
- Margem líquida: 17,3%
Diferença Maria: Lucro Real vs Simples (2033 - Projeção) Diferença mensal estimada: R$ 12.405 (economia de 21%) Diferença anual estimada: R$ 148.860 Projeção baseada em alíquotas estimadas. Valores finais dependem da regulamentação.
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Maria economiza quase R$ 150 mil/ano só por estar no regime certo.
Quando o Lucro Real Compensa? Checklist de 8 Critérios
Use esta lista para avaliar se a migração faz sentido:
- 1. Faturamento acima de R$ 3M/ano: Abaixo disso, o Simples ainda é mais vantajoso (mesmo com a reforma).
- 2. Margem bruta acima de 30%: Quanto maior a diferença entre compra e venda, maior o benefício dos créditos.
- 3. Alto volume de compras tributadas: Se você compra muito (indústria, comércio), os créditos compensam rapidamente.
- 4. Vende para outras empresas (B2B): Seus clientes podem usar seus créditos, te deixando mais competitivo.
- 5. Alíquota efetiva no Simples acima de 12%: Empresas nas faixas finais dos Anexos já estão no ponto de virada.
- 6. Previsão de crescimento além de R$ 4,8M: Se você vai ultrapassar o limite, migre antes (evita surpresas).
- 7. Operação estruturada: Sistema ERP, nota fiscal organizada, equipe administrativa. Lucro Real exige mais controle.
- 8. Planejamento de longo prazo: Reforma tributária vai intensificar a vantagem. Quem migra agora sai na frente.
Quantos "sim" você marcou? 6-8 sim: Migração é urgente. Você está perdendo dinheiro. 4-5 sim: Analise a fundo. Provável economia em 6-12 meses. 2-3 sim: Ainda compensa ficar no Simples (por enquanto). 0-1 sim: Simples é a melhor opção.
Comparação Completa Simples vs Lucro Real
A Tabela Que Você Precisa Imprimir
Até aqui, mostramos números isolados. Agora vamos colocar tudo lado a lado — sem filtro, sem viés comercial. Esta é a comparação definitiva para você tomar a melhor decisão.
Comparação Detalhada: 12 Critérios
- Alíquota média (2025): Simples: 12-16% faturamento | Lucro Real: 13-15% lucro | Vencedor: Empate
- Alíquota média (2033): Simples: 15-20% faturamento | Lucro Real: 13-15% lucro | Vencedor: 🏆 Lucro Real
- Créditos tributários: Simples: ❌ Não gera | Lucro Real: ✅ Créditos integrais | Vencedor: 🏆 Lucro Real
- Burocracia: Simples: Baixa (1 guia) | Lucro Real: Alta (4 impostos) | Vencedor: 🏆 Simples
- Obrigações acessórias: Simples: DEFIS anual | Lucro Real: SPED Fiscal, EFD, ECF | Vencedor: 🏆 Simples
- Limite de faturamento: Simples: R$ 4,8M/ano | Lucro Real: Ilimitado | Vencedor: 🏆 Lucro Real
- Competitividade B2B: Simples: Baixa (sem créditos) | Lucro Real: Alta (gera créditos) | Vencedor: 🏆 Lucro Real
- Margem líquida baixa: Simples: Ruim (tributa faturamento) | Lucro Real: Bom (tributa lucro) | Vencedor: 🏆 Lucro Real
- Custo contábil: Simples: R$ 800-1.500/mês | Lucro Real: R$ 3.000-6.000/mês | Vencedor: 🏆 Simples
- Flexibilidade fiscal: Simples: Zero (alíquota fixa) | Lucro Real: Alta (planejamento) | Vencedor: 🏆 Lucro Real
- Previsibilidade: Simples: Alta (DAS fixo) | Lucro Real: Média (varia c/ lucro) | Vencedor: 🏆 Simples
- Pós-Reforma (2033): Simples: Desvantagem 20-30% | Lucro Real: Vantagem créditos | Vencedor: 🏆 Lucro Real
Placar Final 7 a 5 para Lucro Real (pós-reforma)
Quando NÃO Migrar para Lucro Real (Seja Honesto)
Agora a parte que nenhuma contabilidade fala: quando ficar no Simples é a escolha certa, mesmo após a reforma:
Situações onde o Simples ainda é melhor
- 1. Faturamento abaixo de R$ 2,5M/ano: A simplicidade do Simples ainda compensa. O aumento de 20-25% dói, mas migrar custaria mais (honorários, ERP, equipe).
- 2. Margens acima de 35% com poucos custos: Se você fatura R$ 3M mas gasta R$ 500k em compras, os créditos não compensam. Exemplo: consultorias, profissionais liberais, SaaS.
- 3. Operação desorganizada: Lucro Real exige controle. Sem ERP, com notas fiscais atrasadas, estoque bagunçado? Você vai ter problemas com fiscalização. Arrume a casa primeiro.
- 4. Empresa em fase de validação (0-3 anos): Startups, MVPs, negócios testando mercado: fique no Simples. Quando escalar, migre.
- 5. Fornecedores não emitem nota fiscal: Se 40%+ dos seus custos são informais (sem NF), você não terá créditos para abater. A vantagem do Lucro Real desaparece.
Destaque Não migre por moda. Migre por matemática.
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Como Migrar - Passo a Passo
A Migração Não É um Bicho de 7 Cabeças
Decidiu migrar? Ótimo. Agora vem o medo: "Vai dar trabalho? Vou ter que parar a empresa? E se der errado?"
Antes de começar, recomendamos a leitura destes artigos complementares: Por que mudar de regime exige organização e Lucro Real com Estratégia: o que toda empresa precisa saber.
Resposta curta: não, não e não.
A migração para Lucro Real é um processo administrativo, não operacional. Sua empresa continua vendendo normalmente enquanto os ajustes acontecem nos bastidores.
Linha do Tempo: 3-4 Meses Antes de Virar o Ano
- Mês 1-2 (Set-Out): Diagnóstico e Decisão — Análise de viabilidade (calculadora de economia). Simulação completa (2-3 cenários). Reunião com contador atual ou novo parceiro. Decisão formal: migrar ou não.
- Mês 3 (Nov): Preparação Documental — Levantamento de estoque (se comércio/indústria). Organização de notas fiscais atrasadas. Conferência de cadastros (SEFAZ, Receita Federal). Contratação de ERP (se necessário).
- Mês 4 (Dez): Comunicação Oficial — Carta de desenquadramento do Simples (até 31/dez). Atualização cadastral na Receita Federal. Comunicação aos estados (ICMS) e municípios (ISS). Setup de obrigações acessórias (SPED, EFD).
- Janeiro: Início no Novo Regime — Primeira emissão de NF no Lucro Real. Apuração mensal (não mais DAS único). Acompanhamento de créditos. Ajustes finos com contador.
Momento Ideal: Por Que Janeiro de 2026 É Estratégico
⭐ Janeiro 2026 - IDEAL ✅ CBS entra em fase teste (0,9%) — você já aproveita créditos desde o início ✅ Evita acúmulo de DAS alto em 2026-2027 ✅ Tempo para ajustar processos antes da reforma completa ✅ Economia inicia imediatamente
Janeiro 2027: CBS já está em 8,4% — mas você perdeu 1 ano de créditos. Simples já terá aumento parcial incorporado. Custo: R$ 40-60k deixados na mesa (caso Maria).
Janeiro 2028+: Você já pagou 2-3 anos de DAS inflado. Concorrentes migraram antes, têm vantagem competitiva.
Destaque Quanto antes migrar, mais você economiza. Janeiro 2026 é a janela de ouro.
OSP Contabilidade - Parceiro na Reforma
Quem Somos (Sem Marketing de Ego)
A OSP Contabilidade existe há 15 anos. Atendemos 180 empresas no Lucro Real, com faturamento médio de R$ 8,5M/ano. Nosso diferencial não é ser "a maior" ou "a mais premiada" — é ser obsessivamente focada em resultado fiscal mensurável.
Traduzindo: se você não economizar, nós falhamos.
Nossa metodologia se chama TRIBUTA360. E com a Reforma Tributária chegando, criamos um módulo específico: TRIBUTA360 + REFORMA — focado em empresas que precisam migrar do Simples para Lucro Real entre 2026 e 2027.
Metodologia TRIBUTA360 + REFORMA
4 Pilares do Nosso Trabalho
- 1. Diagnóstico Detalhado: Calculamos economia potencial baseada em dados reais. Simulamos 5 anos (2025-2029) para prever impacto total. Comparamos 3 cenários. Entrega: Relatório executivo de 16 páginas.
- 2. Migração Sem Fricção: Protocolo de 8 semanas (testado em 40+ empresas). Acompanhamento in loco (se necessário). Setup de ERP integrado. Garantia: Transição sem multas, sem atrasos.
- 3. Aproveitamento Máximo de Créditos: Auditoria de fornecedores (quais geram créditos). Planejamento de compras (timing para maximizar abatimento). Resultado: 18-25% a mais de créditos que a média do mercado.
- 4. Acompanhamento Pós-Migração: Reuniões mensais (primeiros 6 meses). Análise de desvios. Ajustes de rota. SLA: Resposta em <2h (WhatsApp) para questões urgentes.
Proposta Transparente (Honorários + Escopo)
Plano TRIBUTA360 Standard vs Plano TRIBUTA360 Consultivo
Plano TRIBUTA360 Standard
- Faturamento: Até R$ 6M/ano
- Honorários: R$ 4.200/mês
- Inclui: Apuração mensal, SPED, EFD, ECF, DCTF, suporte WhatsApp
- DP: Adicional R$ 80/funcionário
Plano TRIBUTA360 Consultivo
- Faturamento: R$ 6M - R$ 15M/ano
- Honorários: R$ 6.800/mês
- Inclui: Standard + reuniões mensais + planejamento tributário + auditoria de créditos
- DP: Adicional R$ 70/funcionário
Perguntas Frequentes sobre Simples Nacional e Reforma Tributária
Respondemos as principais dúvidas sobre o impacto da Reforma Tributária (CBS e IBS) no Simples Nacional e migração para Lucro Real.
As 10 Dúvidas Que Impedem a Decisão
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1. Posso voltar para o Simples se me arrepender?: Sim, mas com regras. Espere 1 ano completo. Não ultrapasse R$ 4,8M no ano anterior. Esteja em dia com obrigações. Atenção: Se voltar em 2027, pega DAS já com aumento da reforma.
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2. Quanto tempo leva a migração completa?: 3-4 meses de preparação, 1 dia de protocolo. Set-Out: Diagnóstico (6-8 semanas). Nov: Preparação documental (4 semanas). Dez: Protocolos (até 31/dez). Jan: Início automático.
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3. Vou precisar mudar de sistema/ERP?: Depende do seu sistema atual. Funcionam bem: Omie, Bling, Conta Azul, SAP, TOTVS. Não funcionam: Excel, sistemas sem SPED. Se precisar trocar: R$ 500-1.200/mês (cloud).
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4. Os honorários contábeis são dedutíveis?: Sim! No Lucro Real, honorários são despesa operacional dedutível. Economia tributária sobre honorários: 34% (IRPJ+CSLL). Custo líquido real: ~66% do valor nominal.
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5. Preciso de um contador especializado?: SIM. Lucro Real mal feito = multa. Contador precisa dominar: Apuração não-cumulativa, Créditos tributários, SPED Fiscal, Planejamento tributário. Red flags: Não faz reunião mensal, entrega em cima da hora.
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6. O que acontece com meu estoque na migração?: Inventariar e valorizar em 31/dezembro. Por quê? Para abater créditos ICMS/IPI quando vender. Receita exige: quantidade, valor de aquisição, créditos acumulados. Custo: R$ 2.000-5.000.
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7. Vou pagar mais imposto logo no início?: Pode acontecer nos primeiros 2-3 meses. No Simples, DAS vence mês seguinte. No Lucro Real, alguns impostos vencem no mesmo mês. Solução: Provisione caixa extra nos primeiros 90 dias.
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8. Meus fornecedores precisam mudar alguma coisa?: Não, mas você precisa exigir nota fiscal de todos. Só gera crédito SE houver NF de entrada. Fornecedor MEI: não gera crédito. Fornecedor Simples: crédito parcial/zero. Ação: Revise seus 10 maiores fornecedores.
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9. A Reforma pode mudar de novo?: Improvável. É Emenda Constitucional (EC 132/2023). Mudar exige novo Congresso + quórum 3/5. Pode mudar: alíquotas exatas, cronograma. NÃO muda: Sistema de créditos, extinção dos 5 impostos.
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10. Vale a pena migrar só pela reforma?: Reforma é o catalisador. Mas há 4 motivos estruturais: 1) Crescimento >R$ 4,8M, 2) Competitividade B2B, 3) Margem <20%, 4) Planejamento longo prazo. Reforma intensifica a vantagem.
Conclusão: A Decisão É Sua (Mas os Números Não Mentem)
Você chegou ao final de um artigo sobre a maior mudança tributária em 50 anos. Se fizemos nosso trabalho direito, você agora tem:
- Clareza sobre a Reforma: O que é CBS + IBS e como funciona
- Simulações exatas: Quanto o Simples vai aumentar (20-35%)
- Entendimento do Lucro Real: Como funcionam os créditos não-cumulativos
- Tabela comparativa: 12 critérios lado a lado
- Passo a passo de migração: Como migrar sem fricção (3-4 meses)
- FAQ completo: 10 dúvidas mais comuns respondidas
Agora, 3 Cenários Possíveis
Qual é o seu perfil?
- Cenário 1: Você fica no Simples: Faturamento <R$ 2,5M, margem >30%, operação simples. Decisão correta. O aumento vai doer, mas migrar custaria mais. Volte em 2027 se crescer.
- Cenário 2: Você está na dúvida: Faturamento R$ 2,5M-3,6M, não tem certeza dos números. Faça a simulação gratuita. Em 48h você terá um relatório com economia exata. Sem compromisso.
- Cenário 3: Você sabe que precisa migrar: Faturamento >R$ 3,6M, margem <25%, alto volume de compras. Os números já mostraram economia >R$ 100k/ano. Não espere. Janeiro 2026 é a janela ideal.
Destaque A Reforma Tributária não é "mais um imposto novo" que vai passar. É a reestruturação completa do sistema. Quem se adaptar primeiro, sai na frente. Quem esperar "pra ver no que dá", vai pagar caro — literalmente.
Maria, do e-commerce, tem 9 meses para decidir. Se ela migrar em janeiro de 2026, economiza R$ 148.860/ano. Se esperar até 2028, terá perdido R$ 297.720 pelo caminho.
Qual será a sua escolha?
Próximos Passos
📞 Simulação Gratuita em 48h Quer entender como a reforma impacta especificamente sua empresa e quais são as melhores alternativas? Preencha o formulário e receba: ✅ Análise personalizada em 48h ✅ Relatório executivo em PDF ✅ Reunião online de 30 min (sem compromisso) ➡️ SOLICITAR SIMULAÇÃO GRATUITA
Compartilhe este artigo com empresários que precisam saber disso. A reforma vai pegar muita gente desprevenida. Não deixe seus parceiros ficarem para trás.
📋 Aviso Legal Este artigo contém análises e projeções baseadas na Emenda Constitucional 132/2023 e em estimativas técnicas de especialistas. As alíquotas exatas do Simples Nacional pós-reforma ainda serão definidas pelo Comitê Gestor através de Resolução específica. Recomendamos consultar um contador especializado para análise personalizada da sua empresa.
Última atualização: Dezembro 2025 | Próxima revisão: Março 2026 (após regulamentação complementar)
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Guilherme Pagotto
Diretor Tributário
Contador e Advogado, especialista em Planejamento Tributário e Estratégico na OSP. Mais de 30 anos de experiência na otimização fiscal e proteção patrimonial.
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