PRÓ-LABORE OU DISTRIBUIÇÃO DOS LUCROS? | OSP

Quando chega a hora de remunerar os sócios do empreendimento, sempre fica aquela dúvida: pagar pró-labore ou distribuir os lucros? Cada modalidade tem seus prós e contras e você pode, inclusive, realizar o pagamento das duas remunerações, cada uma respeitando suas próprias regras.

Pró-labore

Para que a empresa possa pagar o pró-labore, este deve constar no contrato social da organização, assim como as atividades exercidas pelo sócio e o valor pelo qual ele será remunerado. O ideal é que a remuneração seja compatível com a prática do mercado para a posição que ele ocupa.

Sobre o pró-labore são cobrados o Imposto de Renda, segundo a tabela do IR (limite de 27,5%), o INSS no percentual de 11% e a Contribuição Previdenciária Patronal (20% + variável de enquadramento). Não são pagos férias ou 13º salário para estes sócios.

Distribuição nos lucros

A distribuição de lucros é paga ao final de cada exercício somente se houver lucro líquido. Caso contrário, os sócios não são remunerados. Outro impeditivo para a distribuição de lucros é se a empresa tiver débitos com o INSS ou Imposto de Renda.

Ao final do exercício, a empresa calcula o lucro apurado e decide qual parcela será distribuída e qual será reinvestida no empreendimento. É possível que 100% dos lucros sejam distribuídos, no entanto, não é recomendado, pois o capital da empresa deve crescer para que ela possa expandir seus negócios.

Então, qual o melhor?

A verdade é que não existe modalidade “melhor”, mas sim duas situações distintas. Um sócio que recebe pró-labore pode, perfeitamente, receber a distribuição nos lucros também. Até mesmo as empresas enquadradas no Simples Nacional podem realizar a distribuição nos lucros, desde que tenham Livro Caixa e Escrituração Contábil em dia, a fim de comprovar a geração de lucro no período.

Quer saber mais? Contate-nos, será um prazer atendê-lo!