O contador sabe que os pequenos negócios são molas propulsoras da economia de qualquer país. Mas em 2018, em um período de recessão e contingências vistos no Brasil, foram os pequenos negócios os impulsionadores da economia, e receberam destaque.

 Pequenos Negócios em números promissores

Para se ter uma ideia, os pequenos negócios tiveram um crescimento de 82% até setembro de 2018. E os resultados não poderiam ter sido melhores. Mesmo com as limitações desenhadas pela crise política e econômica no país, conforme os relatórios oficiais, o aumento foi cerca de 37,5% em relação ao mesmo período do ano passado, o que resultou também em cerca de 575 mil novas vagas em micro e pequenas empresas.

São 63% de novos empregos criados em setembro de 2018 em relação aos demais tipos de empregadores – 5 vezes maior que o gerado pelas empresas de maiores proporções – conforme o Sebrae e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

A região de maior crescimento e abertura de novos pequenos negócios foi a Sudeste, com a abertura de 26,7 mil empregos em agosto. São Paulo teve 24,1 mil novos postos de trabalho no período. Contudo todas as regiões apresentaram crescimento em pequenos negócios.

Entre os segmentos que mais cresceram com os pequenos negócios estão os Serviços, com 44,2 mil postos de trabalho em agosto deste ano; o setor imobiliário, com a criação de 15,2 mil vagas; a Educação, com 10,7 mil postos; o Comércio, que criou 15,4 mil empregos; e Construção Civil, com 12,5 mil novas vagas.

Há muitos fatores que contribuem para a força dos pequenos negócios. O incentivo ao empreendedorismo é um deles, ainda mais em um momento em que o desemprego segue em alta. Segundo o Sebrae, conforme a pesquisa realizada, o otimismo entre os pequenos empresários é maior, o que contribui para estes resultados, bem como a diversidade dos pequenos negócios, que atua em todos os segmentos e utiliza todo o tipo de mão de obra.

O que esperar dos pequenos negócios para 2019?

Diante dos números apresentados pelos pequenos negócios, as perspectivas para 2019 são bastante promissoras. Mas há ainda muita dúvida quanto às mudanças políticas que devem entrar em vigor no primeiro trimestre do próximo ano.

Os pequenos negócios são mais flexíveis e adaptáveis, com empreendedores que correm mais riscos calculados. O empreendedor tem buscado aprimoramento e capacitação, o que torna estes pequenos negócios mais estáveis e promissores. Em todas as regiões do país houve crescimento, e com isso, houve também mais contratações de funcionários e fornecedores, aquecendo a economia.

A tendência é que os pequenos negócios continuem a crescer, segundo os especialistas, e este público não deve ser ignorado pelos escritórios de contabilidade, que também devem se aperfeiçoar para oferecer serviços e atendimentos diferenciados para o pequeno empreendedor.

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