Os últimos anos não foram tão gratificantes para as multinacionais brasileiras ou que atuam no Brasil. As multinacionais brasileiras seguem o mesmo fluxos de outras empresas nativas, que se limitaram em 2017 e 2018 com a instabilidade política, mudanças normativas (como é o caso da Nova CLT), da falta de reformas e iniciativas públicas e com um cenário com 12,5 milhões de desempregados. Mas 2019, segundo os especialistas, deve ser de boas expectativas e de adaptações com cautela. Veja a seguir uma análise deste contexto!

Falta de reformas e instabilidade política

O mercado global não está em sua melhor fase, e o nacional segue o mesmo direcionamento. Com a instabilidade político-econômica dos dois últimos anos, o Brasil caiu em posições de países promissores para se investir entre as multinacionais estrangeiras. Por outro lado, a remessa de lucro e dividendos destas empresas com atuação no país cresceu 34% em quatro anos (dados de 2017/2018 – conforme divulgado pela Folha de São Paulo.

multinacionais brasileiras

Ainda assim foi abaixo da previsão, prova de que as multinacionais estrangeiras esperam as mudanças políticas e econômicas ocorridas no país para retomar seus investimentos em 2019. A falta de reformas políticas é apontada pelos especialistas como um dos principais entraves do crescimento de investimentos externos, bem como do desenvolvimento de multinacionais brasileiras ou empresas rumo à internacionalização. A falta de políticas públicas que estimulem o mercado nacional é outro ponto de preocupação entre as multinacionais nativas.

O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018 foi de 1,1%, segundo IBGE. O que mostrou que a recuperação continua lenta e provavelmente seguirá essa tendência em 2019, apesar do otimismo de muitas multinacionais brasileiras.

Esse resultado aponta como sendo a pior década da história em termos de crescimento econômico. Até 2020, o PIB apresenta a década com expansão anual inferior a 1% ao ano, abaixo das médias das piores crises, equiparadas aos anos 1980 e na Grande Depressão da década de 1930. O endividamento do governo, empresas e famílias durante a recessão faz com que a recuperação seja lenta, o que impacta no mercado como um todo e no crescimento das empresas multinacionais brasileiras.

Previsão de crescimento em 2019

Apesar do crescimento muito abaixo da média, a previsão para o crescimento das multinacionais brasileiras em 2019 é positiva, considerando as dificuldades. A palavra-chave nesta equação é buscar oportunidades justamente nestas dificuldades. Não é possível prostrar-se diante de números tão assustadores. Aguardar as mudanças e reformas que prometem ocorrer neste e nos próximos anos, ter resiliências e adaptação, buscar inovação e modelos de gestão mais eficazes são algumas alternativas.

A contabilidade para multinacionais, por exemplo, é uma parceira importante nesta busca por novos territórios, dentro e fora do Brasil, podendo oferecer informações sobre o negócio e mesmo sobre as legislações e enquadramentos que sejam mais adequados à corporação. O conhecimento especializado, neste caso, em Contabilidade, é a mola propulsora para o crescimento do negócio.

Se de um lado, as multinacionais brasileiras buscam expandir-se dentro e fora do país, focando na geração de novas oportunidades diante da crise, a lição de casa do governo é oferecer mais estabilidade e confiança ao mercado, com reformas cautelosas, mas eficazes, políticas públicas inteligentes que aqueçam o mercado, sem retirar direitos adquiridos.

VEJA TAMBÉM:Bloco K do SPED Fiscal – Prazo em janeiro de 2019 – Como fazer?

Gostou do artigo sobre as tendências para multinacionais brasileiras? Deixe um comentário a seguir e compartilhe estas novidades em suas redes sociais!

Share This